13.2.12


O amor é mais do que querer, desejar, sonhar e amar. É partilhar a vida inteira, numa entrega sem limites, como mergulhar no mar sem fundo ou voar a incalculáveis altitudes. O amor é muita coisa junta, não cabe em palavras nem em beijos, porque se leva a si mesmo por caminhos que nem ele mesmo conhece, por isso é que quem ama se repete sem se cansar e tudo promete quase sem pensar, porque o amor, quando é a sério, sai-nos por todos os poros, até quando estamos calados ou a dormir. E quem ama, até pode estar apaixonado, mas nada chega ao amor quando o amor chega e entra na nossa vida, muda tudo e tudo na vida muda. O que havia antes apaga-se, deixa de ter sentido, reduz-se à sua insignificância de passado que já passou. Amar alguém é começar a viver outra vez, terminou-se uma viagem e começa-se. Esquecem-se as desilusões, o medo de falhar, e aqueles que nos amaram ou que nós pensamos ter amado morrem sem dor dentro dos álbuns de fotografia e molhes de cartas desmaiadas, já sem voz nem lugar. O amor não tem nenhuma receita milagrosa, é como um prato que se faz com alma e coração, a cabeça e o corpo, tudo em doses bem medidas, muita paz e serenidade. Porque o que eu gosto mais no amor não é o facto dele existir momentaneamente, de nos encher os dias de cor e as noites de prazer, de nos fazer andar um palmo acima do chão e uma mão-travessa perto do céu. Esse amor primitivo, fácil, impetuoso, instintivo e rápido é privilégio de todos. Mas o amor profundo, dedicado, silencioso, incondicional, gratuito, dador e por tudo isso esquecido dentro da sua própria grandeza, esse, é só para quem pode.Por isso o que eu mais gosto no amor é que além de caber tudo lá dentro é que este amor, o verdadeiro, nunca mais acaba. Não se ama pelas qualidades. Nem por isto ou por aquilo. Ama-se simplesmente, e sobretudo ama-se apesar deste e aquele defeito que às vezes até pode ser um espinho na nossa vida. Porque para quem ama, um pequeno espinho é sempre reduzido à sua verdadeira insignificância e nunca se deixa que ele se transforme num problema. É este o grande segredo: amar, amar perdidamente, entregar-se todos os dias, dar tudo sem pedir nada. O verdadeiro amor, o incondicional, alimenta-se de beijos e sorrisos, de projectos e promessas, de palavras e ideias. O verdadeiro amor está lá, todos os dias a todas as horas, atento e vigilante, sempre próximo e diferente, sempre preparado para abrir os braços e proteger, fechar os olhos e sonhar. O verdadeiro amor é omnipresente e omnipotente, mas nunca se cansa nem se ausenta, nunca se paga nem se subtrai. Só suspira às vezes, para ganhar forças e seguir caminho. É este o amor raro, secreto, mágico e perfeito que nos faz sermos felizes, sempre, apesar de tudo e acima de tudo. E o resto são pequenos nadas que pertencem ao mundo dos comuns mortais.

My love, for you    


4 comentários:

disse...

adorei :)

Inês Castro disse...

Ouu!! mudou bastante mas para bonito!

Adoro o texto mana linda

disse...

muito obrigada :) segui-te de volta*

Henrique do Carmo disse...

Gostei e muito o pouco que vi do teu blog. Segui, se quiseres segue também o meu :)